domingo, 22 de janeiro de 2012

Aquele momento em que o menino que você gosta te diz que você é linda.
Daí você se olha no espelho e pensa: "Ele deve estar realmente apaixonado.."

domingo, 1 de janeiro de 2012

Querido 2011,

De todos os anos que vivi, você foi de longe o mais desprezível.
Por um momento, cheguei a imaginar que eu ia passar e você não. Mas, por influência divina (eu acho), aqui estou eu vivinha e aí está você: morto e, espero, enterrado o mais longe possível das minhas lembranças.
Então, como é o primeiro dia de 2012, só o que me resta é te dizer: Adeus. Não foi nada bom te conhecer e foda-se você e tudo o que eu sofri durante sua estadia na minha alma. Já vai tarde. Aliás, mais tarde do que eu esperava.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Estamos em uma mesa redonda de um tom ouro velho que minha mãe comprara um mês atrás. Eu, com lápis e papel na mão; ele, a misturar as peças de dominó que ali estavam e a perguntar sobre o que escrevo, mas não lhe dou resposta. "Espero que não seja nada sobre mim", disse-me numa falsa seriedade. "Não, não é", menti com um sorriso de canto de boca, e ele fez que acreditou, ainda com um arzinho desconfiado nos olhos. Estendo a perna e a apoio em sua cadeira. Ele me olha como quem diz: "Folgada..", mas finjo que nem vi, continuando a rabiscar e sendo tomada por uma onda extasiante de paz que partia dele e vinha ao meu encontro - como se o calor das batidas de seu coração me envolvesse num abraço tão tenro quanto o castanho de seus olhos.
E tudo que eu quero nesse momento é dizer o quanto o amo, ou como adoraria que esse momento durasse meses, ou que seria a pessoa mais feliz do universo se ele sentisse comigo ao menos metade das coisas boas que sinto a seu lado, ou que me dói o peito saber que ele não saiba disso. Mas ele me chama: "Ainda vai jogar?", então esqueço os papéis, as declarações e as angústias, e, como pétala ao vento, simplesmente vou.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Tô com saudade daqui. Acho que vou pegar esses rascunhos antigos e terminar de escrever todos. Acho.

Ah, que se foda, eu vou sim. Então não me culpem se os textos não ficarem legais, porque primeiro: há muito tempo não sento aqui pra escrever nada; segundo, porque já que eu vou finalizar esses lixos agora, eles não foram escritos todos no calor do momento, o que quer dizer que podem muito bem perder parte do sal. Nevermind.

Beijos, J.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Aquele momento em que você tá com raiva e tudo o que mais quer é urrar o mais alto que suas cordas vocais permitam e derrubar, quebrar ou rasgar o que estiver na sua frente, mas senta e chora calada, apenas.